Teoria do não-objeto, Gullar - Fichamento
A expressão não designa um objeto negativo ou qualquer coisa que seja o oposto do objeto, o não-objeto não é um anti-objeto mas um objeto especial.
Morte da pintura
A pintura figurativo começou a morrer quando foram rompidos os contornos que mantinham os objetos isolados no espaço e a fidelidade do mundo natural não se transfere para a impressão.
Essa morte começa no cubismo, porém os cubos ainda tem três dimensões e um núcleo que precisa ser consumido, isso ocorre na fase sintética do cubismo. Modrian da continuidade a esse movimento, percebendo que o tipo de pintura proposta precisa de uma atitude radical, então ele limpa a tela até retirar todos os vestígios de objeto: a figura, a matéria, a cor e o espaço. Com essas eliminações a tela se torna o novo objeto onde ele busca dar uma transcendência que a subtraída do objeto material.
Obra e objeto
A luta contra o objeto continua já que dessa vez q moldura perde o sentido, a uma tentativa de transfiguração do processo de criação da arte e há um abandono da tradição escultural que rompe com a base se aproximando da linguagem tridimensional sem base fixa.
Gullar propõe o não-objeto também par objetos sensoriais que resistem à classificação tradicional e rebate Pedrosa, que defende o "relevo", dizendo que relevo pressupõe base.
Formulação primeira
O não-objeto é definido como "Objeto especial" que sintetiza experiências sensoriais e mentais, materialmente perceptíveis, sem função utilitária, representação ou nome. Apesar do objeto comum ser limitado ao uso e do quase-objeto ser uma representação, o não objeto não carrega opacidade conceitual, ele se dá por si só. Isso é chamado de transparência fenomenológica.
O espaço e tempo real do espectador integram a obra como experiência vivida, e não apenas contemplativa, pois sem moldura e sem base o não-objeto convida o observador ao deslocamento sensorial, corporal e tátil. Portanto, a vivência e manipulação das pessoas são causadoras da realização plena do não-objeto.
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